Coordenadora das categorias de base explica saídas delicadas no Sub-20 e destaca apoio psicológico no Corinthians Feminino

Em entrevista exclusiva realizada pelo Meninas do Timão, em colaboração com o portal Meu Timão, Rafaela Esteves, coordenadora das categorias de base do Corinthians Feminino, detalhou os bastidores das saídas das jogadoras Luana Reis e Laísa, que anunciaram suas aposentadorias do futebol em 2024 e 2025, respectivamente.
“A Lu Reis foi um pedido pessoal da atleta. Realmente, ela estava com outros planos, a gente conversou com a família, então foi algo bem tranquilo. A gente super apoiou ela, deu todo o suporte. O caso da Laísa foi a questão da lesão, que também foi por opção da atleta. Ela mesma externou isso em rede social”, afirmou.
Em maio de 2024, Luana, meia de 16 anos à época, anunciou sua saída do futebol alegando desmotivação após uma lesão no tornozelo, enquanto Laísa revelou ter tomado a difícil decisão por conta de uma lesão persistente no quadril.
Rafaela também destacou que o Corinthians tem priorizado um trabalho humanizado em momentos delicados envolvendo as atletas das categorias.
“Independente das decisões das atletas, seja de parar ou pra ir pra outro clube, a gente tem feito algo bem humanizado, pra dar esse apoio, esse respaldo, porque eu falo que o futebol é muito rotativo. Hoje a gente está aqui, amanhã a gente não sabe. Podemos se encontrar, de repente, em outro lugar. Então sempre tentamos fazer algo bem profissional nesse sentido”, afirmou.
O clube também tem buscado fortalecer a atenção à saúde mental das atletas. A coordenadora destacou a ampliação do departamento de psicologia, acompanhando o aumento da demanda nas categorias de base.
“O departamento, esse ano, teve mais um profissional. Acho que, cada vez mais, estão vindo demandas, é natural. Até a gente brinca: hoje todo mundo faz terapia, e não são só elas. Estamos quebrando esse paradigma. Ainda há uma resistência, então a gente vem trazendo pra elas a importância da saúde mental nessa formação e no desenvolvimento delas”, disse.
“A gente tem a Djara, que é a psicóloga do profissional e coordenadora do departamento. E aí temos a Gabi, que hoje é psicóloga da base. Fica ali mais com o Sub-20 e o Sub-17. E o Rodrigo, que veio esse ano, chegou pra agregar ao departamento, fica com o Sub-15 e dando suporte para o Sub-17”, completou.
Rafaela reforçou ainda que o cuidado emocional das jogadoras está diretamente ligado ao desempenho dentro de campo.
“Acho que tem que estar tudo interligado, porque é o que eu falo: se a atleta, de repente, não estiver bem, passando por alguma situação que a gente possa agregar, vai interferir dentro do gramado. Então, quanto mais ela tiver confiança em nós, no departamento de psicologia, eu acho que tudo faz ela ter uma boa performance. Acho que está tudo conectado, vamos dizer assim.”