Com participações cruciais de Jhonson e Mariza, Brasil bate a Colômbia nos pênaltis e vence a Copa América

Na noite deste sábado (2), a Seleção Brasileira se sagrou campeã da Copa América Feminina pela nona vez em sua história, sendo a quinta conquista consecutiva. A partida contra a Colômbia terminou 4 a 4 na prorrogação e 5 a 4 nas penalidades.
Das quatro atletas corinthianas no elenco brasileiro, Duda Sampaio e Mariza foram titulares, enquanto Yaya entrou no intervalo e Jhonson participou apenas da prorrogação. Dessas atletas, apenas Duda Sampaio já havia vencido o torneio, em 2022.
O placar foi aberto pelas colombianas aos 25 minutos, quando Linda Caicedo recebeu de Mayra Ramírez entre as defensoras brasileiras. Mas a seleção canarinha empatou de pênalti já nos acréscimos, aos 54, quando a capitã Angelina converteu a infração em cima de Gio Garbelini.
No segundo tempo, a Colômbia retomou a vantagem aos 24 minutos com um gol contra de Tarciane, em desentendimento com a goleira Lorena. O Brasil buscou o empate novamente aos 35, com um golaço de Amanda Gutierres. Aos 43 minutos, Linda Caicedo arrancou e colocou Ramírez na cara do gol para fazer o terceiro das colombianas. O Brasil lutou até o final e empatou mais uma vez, aos 51, com um foguete de Marta de fora da área.
Na prorrogação, a Rainha do Futebol apareceu novamente, aos 15 minutos, para completar o cruzamento de Angelina e colocar o Brasil na frente pela primeira vez no jogo. Dez minutos depois, Leicy Santos cobrou falta com extrema categoria e recolocou a Colômbia na partida.
Nas penalidades, Angelina e Marta perderam para o Brasil, enquanto Pavi, Leicy Santos e Carabali desperdiçaram pelo lado colombiano.
Confira a campanha do Brasil:
- Brasil 2 x 0 Venezuela – gol de Duda Sampaio (fase de grupos)
- Bolívia 0 x 6 Brasil (fase de grupos)
- Paraguai 1 x 4 Brasil – gol de Duda Sampaio (fase de grupos)
- Brasil 0 x 0 Colômbia (fase de grupos)
- Brasil 5 x 1 Uruguai (semifinal)
- Brasil 4 (5) x (4) 4 Colômbia (final)
Escalação
O treinador Arthur Elias escalou o Brasil com: Lorena, Fê Palermo, Mariza e Tarciane; Yasmin, Duda Sampaio, Angelina, Gabi Portilho e Kerolin; Dudinha e Gio Garbelini.
Estavam no banco: Camila, Cláudia, Antônia, Kaká, Amanda Gutierres, Marta, Ary Borges, Fátima Dutra, Yaya, Jhonson, Luany e Isa Haas.
Por outro lado, a Colômbia entrou com: Tapia, Carolina Arias, Dani Arias, Carabali e Caracas; Izquierdo, Bedoya e Leicy Santos; Loboa, Linda Caicedo e Mayra Ramírez.
No banco, ficaram: Pérez, Agudelo, Guzmán, Barón, Álvarez, Quejada, Montoya, Serna, Restrepo, Usme, Bonilla e Pavi.
Desempenho alvinegro
Duda Sampaio teve uma atuação discreta na final, mesmo jogando por 80 minutos. Acertou 62% dos passes (18/29), ganhou 5 de 8 duelos, sofreu duas faltas e cometeu uma. Pelo lado defensivo, cortou uma bola, interceptou uma e realizou dois desarmes, deixando o campo com uma nota de 6.6.
A meio-campo foi a Braba que mais jogou nessa Copa América, ficando de fora apenas no duelo contra a Bolívia. Também foi a única corinthiana do Brasil que participou de gols (marcou dois e deu uma assistência). Terminou a competição com uma nota média de 7.3 (8.0, 8.2, 6.6, 7.2 e 6.6), a maior das atletas alvinegras.
Mariza teve nota 7.0 e jogou todos os 120 minutos. Acertou 81% dos passes (26/32), ganhou 6 de 14 duelos e cometeu três faltas. Cortou incríveis dez bolas, bloqueou um chute, realizou duas interceptações e fez quatro desarmes. Participou da disputa de pênaltis e converteu sua cobrança.
Assim como Duda, a zagueira também não atuou em somente um jogo, ficando no banco contra a Colômbia na estreia. Sua nota média foi de 6.9 (7.0, 6.5, 7.2, 6.7 e 7.0).
Yaya entrou em campo aos 80 minutos, jogando pelos 10 restantes do tempo normal e mais 30 da prorrogação. Nesse tempo, acertou 75% dos passes (9/12), ganhou 3 de 5 duelos, e sofreu uma falta. Terminou a partida com uma nota 6.5.
A camisa 17 não jogou contra Venezuela e Paraguai, sendo titular somente contra a Bolívia. Teve uma nota média de 6.7 (7.2, 6.6, 6.6 e 6.5).
Por fim, Jhonson participou da final por apenas 12 minutos e teve um chute bloqueado. Da mesma forma que Mariza, converteu seu pênalti na disputa. Terminou o jogo com nota 6.9.
A atacante de 19 anos foi a corinthiana que menos entrou em campo, com apenas três partidas disputadas. Também teve a menor média entre as quatro, com 6.6 (6.4 e 6.5 e 6.9).
Agora, as jogadoras do Corinthians irão iniciar o processo de retorno ao Brasil e readaptação. Elas não estarão disponíveis para o dérbi de amanhã, pelo Campeonato Paulista, mas devem estar à disposição para encarar o Cruzeiro, na quarta-feira (9), pela Copa do Brasil.