Érika exalta qualidade da atual defesa corinthiana e execução nas variações táticas do técnico Lucas Piccinato

Durante entrevista exclusiva ao Meninas do Timão, a zagueira Érika comentou sobre o processo de renovação da defesa corinthiana em 2025, ano em que o clube reforçou o setor com três contratações: Letícia Teles, Thaís Ferreira e Thais Regina. Ela exaltou a qualidade individual das novas companheiras e destacou a importância dessas chegadas para manter o nível competitivo do sistema defensivo.
“Primeiro que cada jogadora ali, a Thaís Ferreira, a Thaís Regina, a Mariza, a (Letícia) Teles, cada uma tem uma característica. E é engraçado isso, porque depende de como tá a situação do jogo, o Piccinato, ele troca. Eu sei que eu tenho uma dificuldade tremenda em relação à lentidão e à velocidade, isso é meu, não tem como, não vai injetar nada, que não vai acontecer nada, é uma coisa minha. Mas aí a gente ganha pro outro lado de leitura, então dependendo do que ele quer, ele consegue me colocar ali na zaga“, iniciou.
“E já a Teles, meu, é aquela truncada, a única pé esquerda que nós temos. Mariza também, sempre no um pra um, a Thaís Regina, a Thaís Ferreira, então a gente sabe que se colocar um pra um, elas vão dar conta. Vamos colocar um pra um ali comigo, vamos balear (sofrer) um pouquinho. Mas que todas elas têm uma qualidade excepcional, não tem nem o que falar, então vai mais pelas oportunidades“, completou.
A camisa 99 também aproveitou para deixar sua sugestão ao técnico Lucas Piccinato.
“Piccinato, mais uma vez, fica a dica, troca um pouquinho mais ali, a gente se entende, coloca a Teles, coloca um pouquinho eu, a Thaís Regina, (Thaís) Ferreira, dá uma revezada a mais, né? Dar uma revezada ali, é legal. Mas não tem o que falar, cara, que zaga que tem ali. Duas jogadoras também que hoje estão indo para a Seleção Brasileira, Thaís Ferreira e a Mariza. Acho que, se eu não me engano, só a Teles que ainda não foi, mas também tem grandes oportunidades, ou grandes expectativas para ir, se tiver oportunidade, porque tem que estar jogando para isso, então fica a dica, Piccinato“, disse.
Questionada sobre uma possível dificuldade com a variação tática da linha de 3 para a 4, sistemas adotados com frequência pelo treinador alvinegro, a defensora avaliou como normal e disse que elas conseguem compreender rápido as mudanças em campo.
“Não vejo atrapalhar não, é questão de treinamento. E ele (Lucas Piccinato) modifica isso porque ele sabe que nós temos essa condição, então eu fico feliz com isso e quem entrar vai estar dando conta. A gente sempre brinca que nós temos 1% de chance de erro, as zagueiras, porque a última ainda é a goleira, né, mas a gente nunca pode errar. Mas, a gente tem uma condição de entendimento rápido, só basta realmente executar ali, mas a gente tem que estar ligada em tudo isso, porque a gente tá sempre assistindo os jogos de outras equipes, sempre assistindo os lances“, finalizou.
Próximo compromisso
Agora, as Brabas enfrentam a Ferroviária na próxima quarta-feira, 15 de outubro, às 20h (horário de Brasília), no Estádio Florencio Sola, em Buenos Aires (ARG), em partida válida pela semifinal da Libertadores.