Meia Vic Alburquerque destacou a força do grupo, a emoção da conquista e a expectativa para o Mundial de Clubes

No último sábado (18), o Corinthians conquistou o hexacampeonato da Conmebol Libertadores Feminina após vencer o Deportivo Cali nos pênaltis por 5 a 3, depois de empate sem gols durante o tempo normal, em Buenos Aires (ARG). Com o resultado, o Timão também garantiu uma vaga histórica na Copa de Campeãs da FIFA, que será disputada em 2026, na Inglaterra.
Após o título, Vic Albuquerque falou sobre o sonho realizado e o orgulho de representar o Corinthians em um momento tão marcante, e também sobre jogar contra a ex-companheira de time Gabi Portilho.
“Gostaria que ela estivesse aqui, né?(sobre a Gabi Portilho), mas a gente está muito feliz com essa conquista, a gente sonhou muito com isso. Eu mesma idealizei esse jogo em específico durante todo o tempo que eu estive no Corinthians, sonhando muito com esse dia, e hoje a gente pode concretizar o nosso sonho de poder disputar o Mundial e mostrar pro mundo o poder do futebol sul-americano. A gente está muito feliz com o que a gente mostrou, é muito difícil jogar finais como essa, o jogo é muito brigado, a gente vem com atletas com um limite bem pequeno, muitas machucadas também, se doou bastante, então a gente está muito feliz e a expectativa é alta para que a gente mostre pro mundo o futebol brasileiro”, disse a camisa 17.
A meia-atacante ressaltou o peso especial dessa conquista, destacando o quanto a decisão marcou sua trajetória no time alvinegro.
“Para mim essa foi a maior partida da história do Corinthians. Dormi, acordei pensando nesse jogo há muito tempo. Então eu acho que com certeza tem um peso maior. Para mim é mais especial, como eu falei, eu acho que essa foi a partida da minha vida até agora. Eu não tive outras mais grandiosas do que essa. Então para mim é a partida mais importante”, completou.
Vic também comentou sobre os treinos e a responsabilidade de bater pênaltis em momentos decisivos e ainda analisou a evolução do torneio e valorizou o crescimento do futebol feminino sul-americano.
“Eu treino muito, desde muito nova, tenho essa missão de ser a batedora dos pênaltis, uma das, né. Então eu tento me dedicar bastante. Eu tento avaliar também e estudar um pouco a goleira adversária, que foi o que eu fiz. Tenho que me dedicar a esses momentos porque o time precisa de mim., eu tenho me entregado um pouco diferente essa temporada. Não tenho jogado tanto no ataque, estou jogando mais de meia, muitas vezes de volante, às vezes jogando aberto, então eu sou meio que multifunções e eu tenho que sacrificar os meus gols muitas vezes para ajudar o time da maneira que eu posso, e o pênalti é uma das maneiras que eu posso ajudar, então eu estou feliz de ter competido pelo fato de eu ter treinado muito.”
“Foi bem melhor, a questão da estrutura também foi um pouco melhor. A gente sabe que pode melhorar muito, mas todos os estudos a gente viu que teve uma evolução também por conta disso, que a gente teve um pouco mais de estrutura entregue para a gente conseguir trabalhar. Mas em relação ao futebol mesmo eu vi uma evolução. Três clubes brasileiros também podendo mostrar para o mundo a força do futebol brasileiro, e eu estou muito feliz mesmo porque a gente vê que o futebol sul-americano está evoluindo bastante e a gente espera que a gente não pare por aí.”
Por fim, Vic respondeu ao comentário de uma jogadora do Deportivo Cali sobre o merecimento do título. A meio-campista rebateu, destacando que o esforço de todas as equipes deve ser reconhecido, mas que o resultado fala por si.
“A questão de merecimento é muito relativa. Elas merecem sim, a gente também merece, acho que todos os clubes que trabalham merecem, mas no final está feito, não tem como mudar. Se elas acham que jogaram melhor, tudo bem, a gente entende. Eu também acho que a gente jogou melhor que elas, não fomos tão bem efetivamente ali no ataque, mas não posso mudar o pensamento de ninguém, né? Nosso pensamento é que a gente tá com a medalha no peito e elas não”, finalizou.