Tamires e Zanotti pedem melhores condições diante da maratona de jogos no futebol feminino

Na tarde desta sexta-feira (1), algumas lideranças do elenco alvinegro reclamar sobre o longo e cansativo calendário do futebol feminino. Em entrevista para o GE, Tamires e Gabi Zanotti comentaram sobre a situação que vivem com a rotina.
As atletas destacaram os avanços do futebol feminino nos últimos anos, principalmente em visibilidade e estrutura. Ainda assim, ressaltaram que a evolução precisa vir acompanhada de planejamento e que o calendário precisa ser pensado de maneira mais responsável.
“Tivemos uma evolução significativa na modalidade nos últimos anos, acredito que por conta de visibilidade e profissionalismo também de quem está por trás do futebol feminino. Ainda precisamos de um calendário melhor elaborado”, disse Zanotti.
As Brabas terão, no total, cinco campeonatos para disputar em 2025, sendo que três estão acontecendo simultaneamente (Campeonato Brasileiro, Paulistão e Copa do Brasil). A Supercopa do Brasil, a qual a equipe foi vice-campeã, terminou em março, enquanto a Libertadores será disputada em outubro, na Argentina.
“O Corinthians está disputando todas as competições e, na temporada passada, nosso último jogo foi no final de novembro para voltarmos em março. Um período muito longo sem competição. Não adianta o calendário cheio se não é bem elaborado, temos 12 meses no ano”, completou a camisa 10.
Para Tamires, a discusão vai além da quantidades de jogos: o que está em questão é o impacto dessa situação na saúde das atletas e na qualidade das competições. A lateral ainda comentou sobre a Copa do Mundo Feminina que se aproxima e será sediada no Brasil.
“Hoje, está acontecendo essa questão do calendário, mas outro dia é um novo problema. A resposta é sempre ‘não tem o que ser feito’, precisamos repensar algumas coisas. Fica para as atletas cobrarem todas as vezes de ter uma mudança. Podemos evitar situações dessa forma para esse segundo semestre e, no próximo ano, pensar realmente na estrutura do campeonato, no calendário, estádios, tudo de uma forma adequada. Estamos há menos de dois anos de uma Copa do mundo no nosso país, é algo relevante”, afirmou.
Para finalizar, a mãe da Fiel ressaltou que a grande questão não é o número de jogos, mas sim como eles são distribuídos e encavalados, um sobre o outro.
“Queremos ter cada vez mais calendário, mas vamos fazer de uma forma justa, sabe? Não tem condições pegarmos um ônibus e fazer uma viagem de 8 a 9 horas um dia antes da disputa da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. Isso depois de ter jogado um clássico e indo para um campeonato que é um jogo, se perder está fora. Infelizmente, vem acontecendo”, terminou.
Neste segundo semestre, o Corinthians irá enfrentar uma verdadeira maratona: o time encara o Palmeiras no Dérbi, pelo Paulistão, neste domingo (03), e viaja para Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro em um jogo único da Copa do Brasil. Logo em seguida, o Timão deve enfrentar o Bahia pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro, partida que pode ter mudança de local e ser disputada no estádio do Pacaembu, em São Paulo. E, por fim, vem o clássico contra a Ferroviária, em Araraquara. Todos esses jogos serão disputados em nove dias (3 a 12 de agosto).