Lucas Piccinato detona calendário do futebol feminino brasileiro e reclama do curto período de intervalo entre jogos

Em pouco mais de cinco meses de temporada, a equipe do Corinthians já beira a marca de 30 partidas em 2025. No total, as Brabas entraram em campo 27 vezes em 158 dias; uma vez a cada seis dias.
O treinador Lucas Piccinato revelou, após a vitória contra a Ferroviária, sua filosofia para aproveitar as joagdoras e reclamou do calendário apertado da atual temporada.
“Eu acho que a forma como a gente está lidando é como enxergamos. Usar o grupo qualificado que a gente tem, colocar as jogadoras, mesmo sendo jogos extremamente competitivos, e acreditar que todo mundo está bem preparado. E o calendário é muito ruim faz muito tempo, a gente consegue comprimir uma quantidade muito grande de jogos em meses bem cruciais como agosto e setembro, são meses que tem muitos jogos. O calendário desse ano foi ainda pior, porque foi entregue atrasado, então a gente começou as competições em março e ficamos dois meses sem ter competição”, exclamou.
Os confrontos envolvem a Supercopa do Brasil, disputada durante a primeira quinzena de março; o Brasileirão, que começou no fim de março; e o Paulistão, iniciado em maio. Além disso, o Corinthians aproveitou a “pausa” do mês de julho para disputar a Teal Rising Cup, nos Estados Unidos. Vale lembrar que, no fim do ano, ainda tem a disputa da Libertadores.
“Além disso, todo ano a gente tem a pausa para competições da Seleção Brasileira, que, obviamente, tem um peso gigantesco, mas a gente tem que começar a procurar caminhos e opções para ter um calendário mais cheio durante a temporada inteira e não perder 45 dias como perdemos todo ano. Uma coisa é a Copa do Mundo, que é uma competição que tem que parar; outra coisa é toda competição. A gente tem que começar a entender como podemos fazer ser viável um calendário onde a gente não tem uma pausa tão grande. Temos a Libertadores ainda, que é uma competição feita de uma forma muito errônea. Um mês em que todas as equipes que não disputam a Libertadores param de jogar. Então acho que a gente tem muito a percorrer ainda no calendário”, confessou Piccinato.
O técnico das Brabas finalizou ressaltando que a grande quantidade de jogos pode comprometer a qualidade do espetáculo, e utilizou o próprio duelo contra a Ferroviária como exemplo.
“Fico feliz pela quantidade de jogos que a gente tem, mas a gente comprime tudo num momento só, a gente poderia ter jogos com espetáculo muito maior. Assistir um Corinthians e Ferroviária com times mexidos, perde um pouco da qualidade do jogo. Se colocasse esse jogo num momento onde tivesse uma semana cheia, talvez a gente conseguisse ter as duas equipes na melhor condição possível”, concluiu.
O Corinthians volta a campo na noite de sexta-feira (15), quando recebe o Bahia pelo jogo de volta da quartas de final do Brasileirão. A partida será disputada no Pacaembu, às 21h (de Brasília).