Goleira do Corinthians comenta classificação para a final do Brasileirão Feminino e detalha defesa de pênalti contra o São Paulo

Na manhã de domingo (31), o Corinthians empatou por 2 a 2 com o São Paulo, no Canindé, e garantiu vaga na final do Campeonato Brasileiro Feminino graças à vitória por 2 a 0 no jogo de ida. Um dos grandes destaques da semifinal foi a goleira Nicole, que defendeu um pênalti na partida de volta. Após a classificação, a camisa 1 alvinegra analisou os dois confrontos contra o rival tricolor, adversário que o time ainda não havia vencido em 2025.
“Jogar contra o São Paulo é sempre difícil, é um dos grandes adversários, é um jogo muito duro. Esse ano a gente estava um pouco engasgada com elas, não tínhamos ganhado delas ainda, e a gente deu muita ênfase nisso, o quão ruim estava sendo não ter ganhado delas até esse momento”, afirmou na coletiva realizada no Canindé.
“Acho que transformamos toda essa energia, indignação, essa coisa de não ter ganhado, em energia boa dentro de campo, em vontade, duelo, em tudo. A gente trabalhou muito em relação a isso, em cima do fato de que a gente não tinha batido elas esse ano ainda, fez toda a diferença para pôr energia e fazer dois grandes jogos, como foram”, complementou.
A goleira também descreveu a sensação de ter defendido a penalidade, cometida pela meia-atacante Vic Albuquerque nos acréscimos do primeiro tempo e cobrada pela lateral Bruna Calderan.
“Eu estou muito feliz de ter pegado o pênalti. Acho que a gente trabalha muito o ano inteiro para chegar em momentos como esse e fazer o que a gente sabe e ser decisiva, ajudar o time também. Acho que é fruto de um trabalho coletivo de todo o time, de toda a preparação de goleiro, todo mundo tem um papel importante nisso e fico muito feliz de ter contribuído com o time hoje”, ressaltou.
Nicole ainda comentou sobre o instante da cobrança, que originalmente seria feita pela zagueira Kaká.
“Eu achei que a Kaká ia bater o pênalti, e pré-jogo a gente sempre procura, claro que a gente não quer que tenha pênaltis, mas estar sempre preparado para tudo, então recebemos o material, estuda um pouco. Ela é uma das meninas que eu sei que muda os cantos, que não tinha um padrão de batida, mas naquele momento é mais um “feeling”,no momento de adrenalina do jogo, você vai sentindo como vai ser”, disse.
Sobre sua estratégia pessoal em cobranças de pênalti, a arqueira destacou a responsabilidade da cobradora e o trabalho de desestabilização da jogadora rival.
“Eu, Nicole, tenho uma estratégia que eu procuro: eu acho que o pênalti é responsabilidade de quem está batendo, a gente quando pega é mérito, não que a gente não tenha responsabilidade, mas a pressão maior é em quem está batendo. O pênalti é meio a meio, 50% psicológico e 50% a batida, então minha estratégia é tentar de alguma forma desestabilizar a menina, tentar forçar ela a bater mal ou para fora”, destacou.
Para fechar, ressaltou o papel das companheiras na preparação para o momento decisivo.
“Tive informações das meninas, algumas já tinham trabalhado com ela (Bruna Calderan), já conhecia, e apostei no “feeling”, é um misto de coisas, que tudo influencia para o resultado final que foi eu pegar o pênalti”, encerrou.
Agora, as Brabas se preparam para enfrentar o Cruzeiro na grande final do campeonato nacional. Os confrontos serão disputados em partidas de ida e volta, com o primeiro marcado para Minas Gerais e a decisão em São Paulo, no mando alvinegro, devido a melhor campanha no mata-mata. Os jogos estão previstos para os dias 7 e 14 de setembro, ambos domingos.