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Corinthians pressiona CBF por áudios e vídeos do VAR após polêmica no jogo de ida da final do Brasileirão Feminino

Foto: Alê Torres / Staff images Woman / CBF

O Corinthians manifestou forte insatisfação com a decisão da arbitragem na ida da final do Brasileirão Feminino, disputada no último domingo, 7, principalmente pela não expulsão da atacante Byanca Brasil, do Cruzeiro. Inconformado com o lance polêmico, o clube paulista enviou um pedido formal à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitando acesso ao áudio e às imagens do VAR relacionadas ao episódio.

Além disso, a diretoria corintiana está preparando um ofício que será encaminhado ainda nesta semana à entidade máxima do futebol nacional, no qual pretende contestar não apenas a decisão de campo nesse lance específico, mas também outros episódios que, segundo o clube, vêm prejudicando a equipe ao longo da competição.

A jogada que gerou revolta ocorreu aos 30 minutos do primeiro tempo, quando o placar ainda apontava 1 a 1. Durante uma disputa de corpo com a zagueira Erika, no campo defensivo do Corinthians e sem que a bola estivesse em jogo, Byanca Brasil acertou uma cotovelada no rosto da jogadora alvinegra. A comissão técnica e as atletas do Corinthians pediram com veemência a expulsão da atacante cruzeirense, mas a árbitra Thayslane de Melo Costa, juntamente com o VAR, comandado por Gilberto Rodrigues Castro Junior, decidiram apenas aplicar o cartão amarelo e permitiram a continuidade da partida.

Após o confronto, que terminou empatado por 2 a 2, a CBF divulgou o áudio da checagem do segundo gol marcado pelo Corinthians, mas não apresentou nenhum material ou explicação sobre a análise do lance envolvendo Byanca Brasil. Essa ausência de transparência aumentou a pressão dos dirigentes corintianos, que insistem para que a entidade libere todo o conteúdo referente à revisão feita pelo VAR.

Na súmula oficial, a árbitra justificou o cartão amarelo por “golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola”, mas o Corinthians contesta a versão, afirmando que não havia disputa de bola no momento do contato.

O ofício que será enviado à CBF também abordará outros episódios que, segundo o clube, evidenciam uma sequência de decisões equivocadas contra a equipe nas fases finais do campeonato. Entre os casos apontados estão o pênalti marcado para o São Paulo na semifinal, considerado incorreto pelo Corinthians; a não expulsão de Isabelle por uma entrada dura em Andressa Alves, também na semifinal; e um pênalti não assinalado nas quartas de final, quando uma jogadora do Bahia tocou a bola com o braço fora da área.

O Corinthians volta a campo neste domingo, dia 14, às 10h30, na Neo Química Arena, para decidir o título do Brasileirão Feminino. Como o primeiro jogo terminou empatado, a equipe precisa de uma vitória simples diante de sua torcida para conquistar o sétimo troféu da competição. Caso haja um novo empate, a decisão será definida nos pênaltis.

Henrique Pereira

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