Corinthians chega à final do Brasileirão Feminino em busca de encontrar equilíbrio entre defesa e ataque

O Corinthians ficou no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro no último domingo, na Arena Independência, pelo jogo de ida da final do Brasileirão Feminino. Apesar de decidir o título em casa, o resultado acendeu o sinal de alerta para o sistema defensivo das Brabas: pela primeira vez em 2025, a equipe sofreu mais de um gol em três partidas consecutivas.
Antes dessa sequência recente, o time comandado por Lucas Piccinato só havia levado dois ou mais gols em cinco jogos na temporada. Esses confrontos foram a goleada por 8 a 2 sobre o Real Brasília, o empate por 2 a 2 com o Red Bull Bragantino, a derrota para o Palmeiras por 2 a 1, a vitória sobre o Cruzeiro por 4 a 2, todos na fase inicial do Brasileirão, e o revés por 2 a 1 para o Kansas City Current, na final da Teal Rising Cup.
A oscilação defensiva começou em 31 de agosto, no empate por 2 a 2 com o São Paulo, pelo jogo de volta da semifinal do Brasileirão. Na sequência, o Corinthians sofreu mais dois gols na vitória por 3 a 2 sobre o Red Bull Bragantino, pelo Paulistão, e novamente levou dois na partida contra o Cruzeiro, na primeira final do campeonato.
Mesmo com a queda recente, a defesa segue sendo um dos pontos fortes da equipe. Em 34 jogos disputados na temporada, o time sofreu apenas 25 gols, o que representa uma média de 0,74 por partida.
Enquanto o sistema defensivo preocupa, o ataque vive grande fase. As Brabas chegaram a oito partidas consecutivas marcando ao menos dois gols, alcançando a melhor sequência ofensiva desde a chegada de Lucas Piccinato. A última vez que o clube superou essa marca foi em 2023, quando o time, então sob o comando de Arthur Elias, balançou as redes duas ou mais vezes em 11 jogos seguidos.
O Corinthians volta a campo no próximo domingo, às 10h30, na Neo Química Arena, para o jogo de volta da final do Brasileirão Feminino. Uma vitória simples diante da torcida será suficiente para garantir o sétimo título nacional da equipe.