“GRUPO COMPLICADO”

Técnico do Corinthians Feminino faz balanço da estreia da equipe na Conmebol Libertadores e fala sobre as dificuldades do grupo

Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Na tarde da última quinta-feira, 2 de outubro, o Corinthians enfrentou o Independiente Dell Valle, do Equador, pela primeira rodada da fase de grupos Libertadores Feminina, e acabou empatando por 1 a 1. A meia Gabi Zanotti foi quem marcou o gol das Brabas. O duelo ocorreu no Estádio Lencho, em Buenos Aires, na Argentina. Em entrevista à imprensa após o encerramento do duelo, o técnico Lucas Piccinato foi questionado sobre o desempenho do Corinthians no primeiro jogo da competição internacional.

Acho que a gente começou uma rotação interessante, gerou duas ou três oportunidades no começo do jogo, sofre o pênalti, faz o gol e aí depois a gente, de certa forma, diminuiu um pouco a intensidade. Mesmo assim, um jogo, na minha visão, controlado a gente com a posse não sofreu, mas a nossa segunda fase de construção errou muito hoje. A gente não conseguiu entregar bolas melhores para o nosso ataque conseguir concluir. E quando entregamos, nosso ataque não concluiu também. Então, acho que coletivamente, a gente fez um jogo ok, mas individualmente a gente fez um jogo muito ruim em diversos setores. Isso nos custou caro, porque nos custou oportunidades, custou possibilidades de ampliar o placar e controlar o jogo.”

“E a gente foi punido no final com uma bola alçada na área, que a gente sabia que seria mais ou menos assim. Não fomos felizes na tirada da primeira bola. A bola sobrou, a menina fez o gol. Mesmo assim, depois tivemos a oportunidade cara a cara e não fizemos. Essa competição é muito cruel. Se você não aproveitar as oportunidades, com certeza você vai ser punido. Acho que hoje a gente foi punido”, iniciou.

Em seguida, Piccinato comentou sobre as dificuldades do Grupo A que, além do Dell Valle, conta com Independiente Santa Fé, da Colômbia (vice-campeão da última edição), e Always Ready, da Bolívia. Ele também voltou a ressaltar a frustração de ter sofrido um gol no final da partida.

Bom, acho que é um grupo complicado e já sabíamos, talvez, um ‘grupo da morte’, com três equipes que disputaram as semifinais do ano passado. Acho que tanto o Always Ready quanto o Santa Fé vão gerar problemas para a gente nas próximas duas rodadas. A gente vai viver um dia de cada vez, ainda digerindo um pouco um mal resultado de início, uma coisa que a gente não esperava. Acho que a gente teve inúmeras oportunidades para matar o jogo, para deixar o jogo tranquilo e resolver a partida e erramos muito tecnicamente hoje, não só na questão da definição, mas na construção, erros de passe que a gente não costuma ter, que não é o normal da equipe, e que nos fizeram custar muito caro.”

“A gente sai um pouco incomodado de tomar um gol no fim e nos colocar numa situação que a gente tá. Não tem como lamentar muito tempo, amanhã já é um novo dia, a gente já tem que mudar um pouco a chave, preparar. A gente passou por isso na temporada passada, não foi um gosto bom, mas a gente conseguiu se dar a volta por cima dentro da competição, e é isso que a gente vai buscar novamente. Primeiro a classificação e depois, obviamente, os objetivos maiores dentro da competição”, continuou.

Por fim, o treinador das Brabas foi questionado sobre a recente oscilação da atacante Jhonson, de apenas 19 anos. Com nove gols na temporada e recentemente convocada em duas ocasiões para a Seleção Brasileira Feminina – comandada por Arthur Elias -, vive um jejum de quase cinco meses sem marcar gols.

Acho que a Johnson ainda é uma jogadora em formação e, de certa forma, ela atingiu um ápice na temporada com uma oscilação para cima, principalmente no mês de maio. Muitos gols, participação em gols, mas ainda é uma jogadora em formação. É o primeiro ano que ela está conseguindo jogar realmente no profissional você vai oscilar para cima, você vai oscilar para baixo, acho que ela está passando por uma oscilação para baixo, perdendo algumas oportunidades e não conseguindo concluir como ela gostaria. Natural de uma jogadora jovem, mas nosso trabalho é de, óbvio, resgatar, colocar o pé no chão quando ela está vivendo um momento bom.”

“Mesmo que às vezes seja mais difícil, porque veio tudo numa avalanche muito forte, Seleção Brasileira, Copa América, mas tentar colocar ela com o pé no chão para que ela entenda que ela ainda está no processo de formação, e agora que ela não está vivendo um bom momento também não é massacrar ela, é tirar ela desse mau momento, conseguir colocar a informação para que ela possa viver um momento melhor e a gente vai fazer isso com certeza, ela vai sair desse momento”, finalizou.

Necessitando de uma vitória para encaminhar uma vaga no mata-mata, as Brabas retornarão aos gramados já neste domingo, 5 de outubro, para enfrentar o Always Ready, da Bolívia, pela segunda rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores Feminina. O duelo será no Estadio Nuevo Francisco Urbano, em Morón, às 16h (de Brasília).

Fabio Luigi

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