FALA, PICCINATO!

Lucas Piccinato destaca qualidade da Ferroviária e celebra classificação do Corinthians nos pênaltis

Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

Após empatar por 1 a 1 no tempo normal, o Corinthians garantiu sua vaga na final da Copa Conmebol Libertadores ao vencer a Ferroviária nos pênaltis na noite da última quarta-feira. Embora tenha dominado as ações ofensivas, a partida foi bastante equilibrada e difícil para as Brabas durante os 90 minutos. Antes de avaliar o desempenho de suas jogadoras, o técnico Lucas Piccinato fez questão de exaltar o trabalho do adversário.

Acho que foi um jogo como a gente imaginava, contra uma equipe brasileira, que conhece e estuda muito. O trabalho do Léo (Léo Mendes, técnico da Ferroviária), no outro lado, é excepcional. Ele mudou o contexto da equipe da Ferroviária no ano e a gente sabia que seria um jogo de muitos detalhes”, iniciou o treinador do Timão em entrevista concedida na zona mista do Estádio Florencio Sola, em Buenos Aires.

“Dominamos as ações, mas não conseguimos gerar tantas situações. A Ferroviária talvez tenha tido uma chance clara no começo do jogo e a gente abre o placar numa situação que vem sendo o nosso forte aqui, que sempre tem sido a bola parada. A gente modificou um pouco o time para tentar jogar nas transições que a Ferroviária daria. Geramos oportunidades. A Luciana fez defesas incríveis e, em jogo de Libertadores, é um pouco isso: o contexto onde você vai vendo o adversário, ele vai ficando vivo e você, não matando, ele vai achando que dá”, completou sobre o jogo.

O Corinthians saiu na frente com um gol de cabeça de Mariza e manteve a vantagem até os 37 minutos do segundo tempo, quando a Ferroviária empatou e passou a pressionar em busca da virada. Piccinato destacou a capacidade das suas jogadoras em resistir à pressão adversária e valorizou a importância histórica da classificação, ressaltando o feito de chegar à terceira final consecutiva da Libertadores.

“A Ferroviária foi muito bem no fim do jogo para nos empurrar para trás. Não conseguimos sair muito das possibilidades e sofremos o gol. É um reflexo de não perder as oportunidades que a gente tem no jogo. Mas esse time, mentalmente, é muito forte. Fez história aqui hoje. Terceira final em sequência. Acho que é a primeira vez da história que um time chega três vezes na final da Copa Libertadores. Mostra o quão difícil é jogar a Libertadores. A gente já joga ela há muitos e muitos anos, mesmo assim nunca tinha conseguido um feito de chegar em três finais seguidas”, disse.

“Então, muito contente de a gente ter tido a personalidade para acalmar o coração. O momento era todo da Ferroviária. Você faz o gol no final do jogo, o momento psicológico muda. A gente teve uma mentalidade muito forte de saber esfriar a cabeça, bater os pênaltis com tranquilidade, e a Nicole, mais uma vez, foi feliz para salvar a equipe, apontou o treinador.

A disputa por pênaltis foi marcada por tensão e equilíbrio. Jaqueline perdeu a terceira cobrança do Corinthians, enquanto Mylena Carioca desperdiçou a quarta da Ferroviária. Com o placar empatado em 4 a 4 nas cobranças regulares, a decisão foi para as alternadas. Foi então que brilhou a goleira Nicole: após um ciclo completo, Fátima Dutra bateu no canto direito e viu a arqueira corinthiana defender, garantindo o triunfo por 6 a 5. Piccinato explicou que toda a equipe estava preparada para esse momento.

Todas as que estavam em campo, as dez, tinham condições de bater. Umas, obviamente, mais preparadas, outras menos. Passa um pouco pela confiança. A Duda não estava tão confiante, por exemplo, mas quando foi para os alternados, chamou a responsabilidade. A Jaque, por exemplo, estava muito confiante, bateu bem no treino e infelizmente errou. Uma goleira do outro lado que é especialista em pênalti, que já fez a Ferroviária ser campeã assim, inclusive. Então, muito contente por ter passado esse momento”, disse o treinador.

Por fim, Piccinato comentou sobre as chances perdidas quando o placar ainda era favorável ao Corinthians. Ele reconheceu que a equipe poderia ter definido o jogo antes, mas ressaltou a força mental das Brabas, que têm conseguido manter a calma e reagir em momentos decisivos.

É um momento para a gente não pensar tanto como vai ser, se vai ser um jogo maravilhoso, se vai ser um jogo que a gente vai gerar muitas oportunidades. A gente tem que buscar a vitória, a classificação, o próximo passo. Foi assim no Brasileiro. Tem sido assim. Se for bonito e a gente conseguir golear o adversário como foi com o Boca, show de bola, maravilha! É para isso que a gente trabalha. Mas se o jogo for para um lado onde você decide na unha, a gente vai decidir na unha também”, finalizou o treinador.

Vale lembrar que o Corinthians é o maior campeão da história da Libertadores feminina, com cinco títulos conquistados. Atual bicampeão (2023 e 2024), o time alvinegro busca agora o sexto troféu. Na grande final, marcada para o próximo sábado, o adversário será o Deportivo Cali, da Colômbia, que eliminou o São Paulo nas quartas e o Colo-Colo na semifinal.

Henrique Pereira

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